O meu apartamento!

Bom dia amigos e amigas!

Hoje, neste dia de confinamento, olhei para o meu piso e lembrei-me da forma em que encontrei o apartamento onde agora moro em Lisboa. Quando tive de me independizar, perguntei a uma rapariga, amiga minha que já tinha arranjado o seu próprio piso, e deu-me o telemóvel da Conceição, o meu atual senhorio.

Estivemos a falar durante meses. Ela costumava enviar-me fotografias dos quartos e do prédio. Nelas, tudo parecia limpo e novo, o local perfeito para morar na minha primeira estância longe de casa. Porém, a realidade é bem diferente. No dia em que eu subi as escadas pela primeira vez -francamente- estava tão cheia de ilusão que não reparei nos defeitos; mas hoje posso dizer que se calhar deveria ter procurado para mais opções. A casa de banho fica por vezes entupida, a cozinha está sempre suja, a eletricidade pode falhar em qualquer momento e alguns dos meus companheiros de piso não se preocupam muito pela higiene.

Contudo, o meu quarto é maravilhoso: espaçoso, tranquilo, acolhedor... Gosto muito dele. E a minha cama é ainda maior do que as de casal. Adoro deitar-me nela e ocupá-la toda. Aqui posso relaxar e dormir muito bem, às vezes até mais do que deveria! Em suma, fico contente de viver aqui.