Boa tarde caros leitores e caras leitoras!
Se calhar, a maioria dos leitores lusófonos ou das leitoras lusófonas que estão a ler isto não sabem que hoje é o aniversário do descobrimento de América, dia em que no nosso pais vizinho celebram um conceito chamado a Hispanidade.
Pronto, isto tudo está sempre cheio de polémicas, dado que a festa tem um ar de militar e de orgulho patrio pela colonização da América-Latina, ao estilo da ditadura franquista. Porém, o termo hispanidade, na sua origem, não tem nada a ver com isto. É uma ideia de união dos reinos da antiga Hispania dos romanos, da identidade que eles partilham e da exportação da sua cultura.
Este conceito, na atualidade, não inclui Portugal, apenas Espanha; no entanto, seguindo a etimologia da palavra não parece lógico, aliás, houve na história muitas personagens que defenderam o contrário. Hoje, vos trago alguns dados sobre um deles: Isabel I de Castela, que nasceu no ano 1458.
A Rainha Católica foi, na verdadem uma pessoa muito relevante na história da Espanha desde que fez uma reforma profunda da monarquia, da nobreza e da igreja, e apoiou o descobrimento de América. É de salientar o facto de ela trazer a ideia de que os reis não eram só os nobres mais poderosos de um território a gerirem o seu património. Pelo contrário, ela achava que o estado era uma entidade maior do que a monarquia e os projetos desta deviam sempre seguir uma moral muito estrita, para ela era a católica, na sua vertente mais humanística.
Contudo, também foi uma figura importante para Portugal. Nessa altura, havia muitos reinos na península, os quais ela sempre tentou ligar com casamentos e tratados numa grande União de Reinos e, neste sentido, sintiu uma forte simpatia para com Portugal, onde tinha família, os duques de Bragança. Também, falava um perfeito português e não hesitou em ensiná-lo aos seus filhos na intimidade.
Em suma, casou duas filhas suas com os príncipes portugueses e, por essa razão, após a conquista de Granada e a junção de Aragão e Navarra, morreu em 1504 pensando que o seu sonho da União de Reinos se tinha cumprido. Porém, se bem que isto não ocorreu, as suas duas filhas, a sua neta e o seu bisneto foram todos reis de Portugal.
